2.7.13

Processamento

Para poder largar é preciso enfrentar as memórias guardadas...

11 de Maio de 2012, 22:35
Isso é assim tão bom? Olha nada de me responderes sim? Não quero que gastes dinheiro. Já tenho saudades tuas ó atrasada :)
Quero muitas fotos e que me contes tudo.
Boa noite meu anjo, conto os minutos até ao teu regresso :)

14 de Maio de 2012, 23:50
Quando eu não te quiser comigo eu digo!
Se eu vou para a escola com um sorriso na cara a cantar todas as músicas que passam na rádio, é porque tu existes.
Se eu perco uma tarde, uma noite, com a tua presença, é porque foi a melhor maneira de empregar o tempo. Se tu não existisses, eu andava de cabeça baixa, mas como tu existes, eu sou novamente feliz!

12 de Junho de 2012, 14:35
Vamos lá definir uma coisa tu és minha e eu sou teu sim? Ainda bem que concordas! Se eu convido, tu vais comigo se tu convidas eu vou contigo. Sim, estou a ser ciumento. Algo contra?

12 de Novembro de 2012, 01:19
I love you.

3 de Dezembro de 2012, 00:33
Aquele sorriso que eu esboço sem querer quando faço uma pausa e vejo que tenho 5 mensagens. Aquele sorriso não é forçado nem pensado; é um estado de alma. Uma felicidade a que tu me acostumaste e da qual eu já não consigo viver sem *

Instintos que me levaram a guardar tudo agora fazem-me ver que fiz o correcto. Não acreditei em tudo, francamente tentei manter longe do coração mas perto dos meus olhos. Porém, quando algo me fazia tremer eu voltava a ler tudo e tranquilizava-me com a ideia que se calhar eu não me estava a dar em vão. Eu confiava... Se alguém errasse não seria eu.
Mas na verdade, talvez tenha sido eu a errar, a dar demais quando não me davam certezas... Não sei, não quero saber... Quero deixar para lá.
Confrontar cada palavra, cada memória e deixar para trás. É isso que farei. É isso que estou a fazer. Vai demorar. Vai custar. Mas cada dia que passa é uma prova que consigo brilhar na tua ausência. Um dia de cada vez.

Se um dia tiver de ser será. Se não também fico bem sem...

15.2.13

Mar ingénuo, ou será o Sol?


Um dia pode acontecer. 

Posso atingir um nível de apatia, de aborrecimento, que me faça dizer Basta! Não posso dizer-te que isso não vai acontecer, não posso dizer que vou mover montanhas e desviar rios para que isso não ocorra, simplesmente porque me sinto cansada. Cansada, sim. Exausta de "comer e calar", farta de acções que me caiem mal, que me fazem pensar que és demasiado para quem não deves enquanto deixas outros a ansiar que sejas o seu tudo. Pior, que trates da mesma forma Gregos e Troianos, eu e outros, amores e amigos... Duvido, nesses momentos, que as minhas certezas sejam exactamente isso, certezas. Que toda a esperança seja infundada e que tudo o que temos não passe de um simples agradecimento por dias, meses a descansar a tua alma e a aquecer o teu corpo frio. 

Ansiar. Palavra com mil correntes agrilhoadas a meus pés. Estou presa. Agarrada  à certeza que um dia o Mar trará consigo o horizonte que teima em permanecer sempre longe de mim, ali, naquele sítio onde o Mar acaba e o Sol se ergue todas as manhãs.

O Mar é uma personagem interessante, nunca se sabe bem o que vai fazer. Ora pode estar calmo mais parecendo o lago do mundo ora pode agitar-se e criar ondas do tamanho de faróis!
Claro que existem alturas em que podemos prever a sua próxima acção, momentos em que não existem interferências externas, Tempestades tão grandiosas que por isso tomam um travo quase exótico. São anormais, quebram a normalidade e por isso são sedutoras. Quem olha para imagens de uma Tempestade e não se sente maravilhado, impressionado com tal demonstração de poder? Ninguém. Nem mesmo eu. Assim, o Mar, maravilhado com tal Tempestade, muda. Fica irreconhecível, comete acções impensáveis levando barcos para terra, carros para o Mar... E é por isso que os amantes da acalmia e da certeza que tudo está sereno ficam com dúvidas que a face que vêem seja a verdadeira. Começam a viver na incerteza que o seu Mar é o verdadeiro, que a serenidade que tanto amam seja a sua verdadeira natureza.

Tu és o Mar mais ingénuo que conheço. Mudas na presença de Tempestades. Tempestades perigosas que crêem ser aquela a tua face. A face que as venera, olha para elas maravilhado e que lhes chama nomes bonitos...  Nomes que só deviam ser proferidos a uma e apenas uma essência. Não me admirava pois, que fizessem de ti o seu Mar. 

Eu sou mais como o Sol. Nasço e morro todos os dias. Nunca deixo de brilhar sobre o meu Mar. É no meu Mar que gosto de me reflectir e é em ti que mais amo fazê-lo, sempre o farei em ti e somente em ti. Até ao dia... Até que uma Tempestade vá tapando os meus raios e que tu, maravilhado pela sua irreverência e pelo simples facto de ser diferente de mim, pegues em sua mão e lhe ofereças o teu horizonte. Aquele que devia ser só meu para vislumbrar mas que até à data permanece naquele sítio onde o Mar acaba e o Sol se esconde todas as manhãs.


Sou um Sol e não admito que o meu Mar, trate Tempestades como se estas fossem o seu Sol!